<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>Tim Fontes</title><description>To do</description><link>https://timfontes.com/pt-br/</link><language>pt-BR</language><item><title>Respiro...</title><link>https://timfontes.com/posts/respiro/</link><guid isPermaLink="true">https://timfontes.com/posts/respiro/</guid><description>Um poema simples retirado de meus cadernos...</description><pubDate>Sun, 23 Nov 2025 23:29:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Tenho tido dias muito densos, cheios de barulhos, deveres, cobranças e irritações (acho que os últimos anos têm sido assim, mas por algum motivo sinto essa densidade mais angustiante agora).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De qualquer forma, ainda tenho pequenos momentos de introspecção e inspiração e acabo anotando ideias em meus caderninhos de viagem. Em uma dessas notas nasceu este que acredito caber aqui em minhas notas públicas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Respiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Às vezes encontro respiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;depois de esquecer quem sou&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;na verdade, não sei quem sou&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mas sei quem almejo ser&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;às vezes até esqueço quem quero ser&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;escuridão&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;relógio&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;combinar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;correr&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;paralisar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;dormir&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sonhar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e o respiro?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;esqueci em algum lugar...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;minero oxigênio&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;acho que achei!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;onde eu tava?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ser quem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;nem idiota, nem gênio&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;recomeçar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;enquanto há fôlego pra respirar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;então respiro...&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>Um jardim digital</title><link>https://timfontes.com/posts/um-novo-jardim-digital/</link><guid isPermaLink="true">https://timfontes.com/posts/um-novo-jardim-digital/</guid><description>Uma nova odisseia caótica se inicia nas planícies tortuosas da rede mundial de computadores. </description><pubDate>Sun, 06 Jul 2025 22:10:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Nunca sei como dar o primeiro passo, às vezes até fujo dele...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas disseram que o importante é começar, não importa como. Então aqui tô eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São óbvias minhas dificuldades de praticar isso: o ato de começar, começar do simples, do básico, com o que tiver à mão. Minhas coisas tendem sempre envolver grandes planos mirabolantes, cronológicos e perfeitos... mas não é assim que a vida real funciona. Nem todas as coisas são síncronas e perfeitamente executadas em uma ordem predefinida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Longas foram as jornadas que me trouxeram até aqui, longas até demais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por muito tempo quis ter esse espaço para chamar de meu, para fazer dele o que bem entender, minha dimensão, meu plano, meu jardim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inicialmente queria apenas um lugar para registrar aprendizados técnicos, projetos pessoais de programação ou quaisquer outros assuntos relacionados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a ideia se transformou, evoluiu, decaiu, permaneceu e quase se apagou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foram anos de pensamentos e planejamentos, mas nenhuma palavra escrita. Por muito tempo gastei neurônios pensando sobre o que eu deveria escrever aqui ou como esse espaço deveria se parecer. Fazendo com que eu nunca começasse a de fato, escrever. Um exemplo clássico de procrastinação crônica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora aqui tô eu... finalmente (?).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre senti que deveria registrar meus aprendizados como programador, mostrar pro mundo o que eu sei fazer, expandir para além do ambiente de trabalho e também encarar isso como uma forma de manter guardado meu caminho, para mim mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deveria então realmente fazer um blog de tecnologia?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa era a ideia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas algo mudou no caminho...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escrever tem se tornado um hábito mais presente na minha vida, vezes ao criar simples versos de uma música/poema, vezes ao desenhar textos introspectivos que me ajudam a domar os fantasmas da ansiedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E nesses momentos mais solitários da escrita, tenho aprendido que a técnica por si só é algo vazio.
Não mais me atrai a ideia de ter um blog para somente escrever sobre sites, aplicativos, robôs, ensinar a configurar ou programar coisas... (ainda falarei sobre essas coisas, mas não pode ser somente isso).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O técnico é uma parte, mas não a totalidade de quem sou (ou de quem quero ser um dia).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sou Tim, &quot;o programador&quot;, nem &quot;desenvolvedor&quot; (ou qualquer outro nome genérico inventado por ai).
Só gosto de quebrar a cabeça com códigos pra ver o que sai deles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sou Tim, &quot;o músico&quot;, tampouco &quot;poeta&quot;.
Só embaralho palavras e sons, torcendo para que tragam silêncio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sou só eu... tento misturar, criar e colar coisas, como uma criança que
combina todos seus brinquedos (outrora incompatíveis) em uma única narrativa harmoniosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E esse vai ser o espírito deste site&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele não vai ser exatamente um &quot;blog&quot;, nem será focado em tecnologia, mas sim uma mistura de aprendizados técnicos e humanos, algo que chamam de &quot;digital garden&quot;. Recentemente, ao buscar referências para esse projeto, me deparei com esse conceito de jardins digitais e achei que era algo interessante e alinhado com o que busco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma dessas referências foi esse post no maravilhoso &lt;a href=&quot;https://rachsmith.com/my-blog-is-dead/&quot;&gt;jardim digital da Rach Smith&lt;/a&gt;, que me levou até outras referências sobre o assunto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Basicamente, em um jardim digital tratamos cada publicação como algo vivo, como uma planta que podemos ou não regar. As publicações não precisam ser perfeitamente construídas, com início, meio e fim, elas só são... algo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nada impede de eu começar um post hoje sobre um experimento novo, e atualizá-lo daqui meses quando esse experimento se desdobrar (ou simplesmente deixá-lo morrer. só de ter registrado o começo já é algo positivo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quero também escrever artigos bem estruturados, mas eles não são a regra, nem essenciais para que eu escreva algo. Simples pensamentos, constatações, filosofias baratas podem se tornar um registro, sem uma finalidade bem definida. quem sabe assim, evitando o trágico fim descrito por Roy Batty em seu monólogo:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque em chamas ao largo de Órion. Eu vi raios-c brilharem na escuridão próximos ao Portal de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hora de morrer.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Acredito que essa forma de enxergar as postagens devem me ajudar a escrever mais livremente, uma vez que o perfeccionismo que me aflige ao trabalhar em algo, deverá ser dissipado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E a consistência? O foco? O público? Vai misturar tudo mesmo?
A resposta é simples: Foda-se!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não estou aqui para ganhar dinheiro. A última coisa que quero com esse projeto é trazer cobranças mercado(lógicas) para minha mente, tentar ser eficiente, performático, consistente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acredito que essas cobranças têm se tornado muito mais presentes em nossa vida, não somente no meio profissional, mas em nossa forma de criar e consumir conteúdo também (mostre em poucos segundos ou perca o interesse do público).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E isso tem refletido em mim de várias formas negativas. Doomscrolling, Reels/Tiktok, impaciência para vídeos grandes, áudios em 2x, respostas prontas no chat gpt e checagens constantes no celular (as vezes até para fugir de interações sociais quando não sei exatamente o que falar).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui eu quero desacelerar, aprender devagar, degustar, escrever (em português, inglês), buscar a paz que tenho encontrado com meus instrumentos, aparelhos analógicos, discos, fitas, canetas, cadernos e livros físicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um programador fugindo de tecnologia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contraditório?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo bem.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item></channel></rss>